Vestibular e universidades/faculdades de design

Se você fez vestibular para Design e passou, primeiramente parabéns,

Maldito sejas tu

Maldito sejas tu

você está prestes a descobrir que talvez depois de 4 anos de curso o mais importante para se dar bem no mercado é saber usar um software.  

 

Mas calma gente, muita coisa legal pode rolar, como descobir umas 20 maneiras de definir “o que é design”.

Quem esteve no P&D2008 teve a oportunidade de assistir o excelente documentário A folha que sobrou do caderno (se você não conhece, pare tudo e assita AGORA!) que ainda tem repercussão gigantesca no meio das universidades e faculdades.

Em vista do que tem acontecido com os cursos de Design em Florianópolis, dedico o texto abaixo como reflexão, e principalente como desabafo

PS. O texto produzido foi originalmente escrito como atividade em sala de aula da disciplina de Expressão e Análise Literária ministrada pelo Fred em 2008/2.

Porque mereço a nota máxima.

É verdade. Não há o que se discutir. 

A realidade é uma só e não pode ser negada. O que é evidente não pode ser ignorado e quem o faz não deve ser considerado. A realidade é presente: Alunos, com mentes ausentes, professores que mentem, e outros consentem.

 

O discurso falado não atrai mais, a prova escrita já perdeu sua função, provar o que? Que a nota é merecida, quando na prática a teoria é esquecida? A prática tenta ser a questão, questão de prova. Mais uma vez reprova no tempo, no equipamento, no treinamento.


O recurso é o problema, o conhecimento tornou-se novena. Quando aparece, atrai alguns de pouca fé, enquanto outros não se aguentam para dar no pé. Professor de quê? Qual a disciplina? Quando que acaba?


“Se mata!” “Se mata!” Assim são vistos os que se dedicam na batalha. Aqueles que acreditam, são execrados e excluídos, enquanto a gritam “viva!” a turma da mamata.


Pra quê fazer? O que fazer então? Os apaixonados não se entregam, paguem o que puderem, minha vontade não é comprada com um pequeno tostão. Então quando menos se espera um pacto se firma.


Silencioso, sombrio e longo pacto, mesmo sem idade, endereço, começa o pacto pela mediocridade. Como um vicioso ciclo, é sustentado com preguiça e pontas afiadas como um cacto.


Sua extensão é notável, admiti-lo é recriminável. Forma-se então duas frentes, os que são e os que não são. Assim, como vigilantes, os que não são pactuados, outrora execrados, encontram associados.


A forma é de quem se conforma, que recrimina, pensa, e não adorna. A denúncia vira fonte de acusação, e opressor pacto vem em questão. “Jamais pense em pensar, pois minha mente não foi ensinada a raciocinar”!


O poucos que sobram, resistem em prosseguir, o gancho da aula uma janela aberta. A troca de informações resiste ao pacto, enquanto eles negam, agimos disfarçados. Pensamos e aprendemos, enquanto eles, resumem o que não leram.


Jamais me entregarei, mesmo sem dinheiro sobreviverei, pois neste mundo resistirei, às falsas notas que ganhei.


A nota máxima eu mereço, se continuar assim, enxergando a realidade, e não dando a minha mente um preço.

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